Espaço Sensorial

A turma do 7º A, está a desenvolver um projeto que consiste num  Espaço Sensorial, que procura promover um ambiente de autorregulação que ajude os nossos colegas, com Necessidades Especiais a encontrar um espaço mais tranquilo, onde as texturas e os materiais possam contribuir para acalmar.

O Espaço Sensorial funciona num mural, onde os colegas são convidados a respirar fundo, a explorar com o tato e a visão diferentes texturas e materiais e a questionar-se se estão prontos para voltar à aula. O principal objetivo é criar um espaço de calma, que ajude quem o utiliza a regular as suas emoções.

Este espaço organiza-se em três fases: primeiro, o aluno deve chegar e respirar fundo durante cerca de três minutos, para se sentir mais calmo. Depois, tem mais três minutos para explorar as texturas disponíveis. Por fim, é convidado a refletir se já se sente preparado para regressar à sala de aula ou ao recreio.

Pensámos neste espaço porque, por vezes, vivemos situações de stress na escola e acreditamos que este recurso pode ser uma ajuda real nesses momentos.

A metodologia utilizada foi a de aula-oficina. Numa primeira fase, a professora ouviu as nossas ideias prévias e questionou sobre o que gostaríamos de desenvolver. Depois, organizou atividades ao longo de três semanas e dividiu-nos em grupos de trabalho: os influencers (responsáveis pela divulgação), os guionistas (que escreveram os conteúdos), os artistas (que idealizaram e construíram a parede sensorial), os psicólogos (que fundamentaram teoricamente o projeto), os informáticos (responsáveis pela parte digital) e os Relações-Públicas (que comunicaram com a Direção e com a comunidade escolar através de reuniões). Na fase de encerramento, estamos a refletir sobre os Direitos Humanos e sobre como podemos ser cidadãos ativos, democráticos e inclusivos. Sentimos que vivemos uma cidadania real, porque fomos nós que tomámos iniciativa e trabalhámos para garantir direitos dentro da nossa escola.

Os professores foram nossos orientadores, mas fomos nós que concretizamos as tarefas e decisões.

Foram muitos os recursos utilizados: para além do lápis e do papel, recorremos à plataforma ARASAAC para criar pictogramas, utilizámos materiais recicláveis (como tampas e plásticos) e reutilizámos objetos em fim de vida (teclados estragados, tecidos e brinquedos que já não usávamos). Está também prevista a instalação numa parede em PVC para tornar o espaço amovível, para além da utilização de recursos informáticos na divulgação.

Apesar do projeto ainda não estar totalmente concluído e de serem necessárias novas reuniões no futuro, consideramos que, em apenas três semanas (interrompidas pelas férias de Carnaval), conseguimos cumprir vários objetivos: reunimos, divulgámos, planeámos e iniciámos a construção do espaço.

Um dos pontos mais desafiantes foi o stress provocado pelo prazo reduzido e a frustração de não conseguirmos implementar todas as ideias inicialmente pensadas. No entanto, percebemos que isso faz parte de qualquer processo.

Sentimos orgulho pelo que alcançámos, mesmo sabendo que o projeto ainda está em desenvolvimento. Também nos sentimos reconhecidos, pois, após a divulgação, surgiram convites de parceria com a Unidade de Educação Especial de uma outra escola do agrupamento para desenvolver novas atividades com alunos do 1.º ciclo.

Acreditamos que estamos, aos poucos, a contribuir para tornar o mundo um pouquinho melhor.

Avaliamos este projeto com Muito Bom, porque, apesar das dificuldades, conseguimos superar desafios e construir inclusão à nossa maneira.